Pesquisa aponta que apenas 16% dos executivos conhecem o conceito ESG

Foto/Imagem: Foto: Group Publishing

Executivos praticando ESG

Líderes reconhecem que há ainda muito o que avançar nos próximos meses

Ainda há muito do que se avançar na prática do ESG (Ambiental, Social e Governança) no país. Pesquisa realizada pela Data-Makers em parceria com a CDN, a Data-Leaders ESG, aponta que apenas 16% dos executivos – foram 170 entrevistas, entre CEOs e C-levels – afirmam conhecer profundamente a prática. E 71% declarou ter um conhecimento razoável sobre o tema.

O estudo mostra também que os executivos reconhecem que ainda há um longo caminho a seguir na evolução do tema em suas empresas. A maioria (42%) classifica que o desempenho em práticas de ESG é ‘razoável’ nas organizações que lidera. Em relação ao mercado, 46% dos líderes avaliam que suas companhias estão na média, 27% como superiores e 27% inferiores.

Outro apontamento que chama bastante a atenção é o principal objetivo da atuação ESG. Os líderes ouvidos deixaram claro que a imagem é o foco para a adoção de práticas ESG (85%). Esse fator está à frente de reputação corporativa (65%), melhora na gestão da empresa (59%), redução de riscos – pressão de stakeholders – (38%) e retenção de talentos (35%).

Entre as principais dificuldades para a adoção de ESG nas organizações, estão a falta de conhecimento (49%), pressão por resultados de curto prazo (48%), falta de profissionais preparados (46%), falta de prioridade ao tema (45%) e comprometimento da liderança (41%). Cultura de cases e mensuração também são desafios. Os líderes de negócios apontaram a ausência de dados (38%), KPIs claros (37%) e benchmarks (32%) como fatores limitantes de adoção de práticas ESG.

Essa falta de profissionais preparados incide em outro apontamento constatado. Os CEOs (49%) e conselhos de administração (21%) são os principais tomadores de decisões sobre o ESG, seguidos por comitês interdisciplinares (11%) e RH (6%).

Mais recursos
O mesmo problema ocorre para investimentos. A verba para ESG só aumentará em três de cada dez empresas. Em quase dois terços, não haverá alteração nos valores. E apenas 6% das empresas diminuirão o valor investido.

Mas os executivos prometem se mexer. O estudo mostra que 56% dos líderes se mostraram comprometidos a participar ativamente de ações ESG, seja atuando diretamente (35%) ou liderando essas iniciativas (21%). Outros 35% pretendem apoiar tais ações, e 9% não têm interesse em participar.

Os lembrados

Os executivos tiveram dificuldade para apontar uma empresa que se destaca em ESG, o que é um reflexo do entendimento do conceito no país. Dos entrevistados, 22% dos líderes não souberam indicar uma marca que gere awareness na relação com o tema. Entre as marcas mais lembradas em se relacionar com ESG, a Natura foi a organização líder em menções (25%). Ambipar, Dengo e Unilever tiveram 3% das menções. No total, 42 empresas foram citadas, e a pulverização das respostas é outro indicador do estágio incipiente da ESG no Brasil. O executivo mais lembrado foi Estevam Sartorelli, CEO da Dengo, com 3% das menções.

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